Festival Caldas nice Jazz 2015

Vê as fotografias que marcaram o festival!

Festival Caldas nice Jazz 2015

As cortinas voltaram a cair e desta vez foi para encerrar mais uma edição do Festival Caldas Nice Jazz. Durante três semanas o jazz foi rei, não só no palco do Centro Cultural e de Congressos como também de palcos improváveis como o restaurante/café “Capristanos” ou o Terminal Rodoviário.

O festival arrancou no sábado, 24 de Outubro, com uma arruada dos Dixie Naza pela cidade, numa alegria contagiante que deu o mote para o certame. Este ano, o Centro Cultural e de Congressos decidiu fazer crescer o festival, e o Caldas nice Jazz 2015 teve uma vertente pedagógica, com passagens em duas escolas do concelho e workshops.

Festival Caldas nice Jazz 2015 –  A Abertura

O festival abriu com o espectáculo de Big Jazz, a cargo do maestro Adelino Mota. Com uma casa bem composta, o concerto foi uma viagem por vários territórios do jazz, alternando o protagonismo das vozes com o dos instrumentos. O espectáculo excedeu as expectativas do público e a Big Jazz promete voltar já em 2016.

O festival prosseguiu na sexta-feira seguinte com o concerto da Orquestra Juvenil da Sociedade Musical e Recreativa Obidense. O palco foi o Terminal Rodoviário da cidade, e o espectáculo foi marcado pela participação do público presente.

O concerto no Terminal abriu o apetite para o que iria acontecer a seguir… Anthony Strong prometia e cumpriu: foi o homem do dia. Strong demonstrou os seus dotes de pianista, cantor e “entertainer”, e revelou um grande à vontade em palco. Sempre muito bem acompanhado pelos dois outros membros do trio, trouxe um reportório de originais e de covers, num espectáculo onde não faltaram referências a Sinatra e a outros nomes grandes do mundo do jazz.

No dia seguinte foi a vez de Tokunbo subir ao palco com a sua banda. O espectáculo teve um registo mais intimista e a cantora nigeriana teve de se fazer valer da sua voz quente e sedutora para tentar cativar uma plateia algo relutante.

Aquela que foi a voz do projecto de jazz Tok Tok Tok, trouxe às Caldas da Rainha muitos temas do seu último álbum a solo, um trabalho que a própria define como “folk noir”. “Heart Bleed”, “Gipsy Girl” e “Apple Pie” foram alguns dos momentos altos de um espectáculo que acabou por ser morno. O concerto chegou ao fim com um encore fugidio…

O domingo de 1 de Novembro foi chuvoso e frio mas o duo Marta & Zé aqueceu o ambiente e mostrou que foi uma aposta acertada do Festival Caldas nice Jazz 2015. Uma excelente voz e uma guitarra consistente foram a receita para um concerto bastante animado.

A última semana do Festival Caldas Nice Jazz 2015 foi um rodopio de jazz para todos os gostos, coroada com a actuação de Kyle Eastwood, músico norte-americano que é filho de uma grande estrela de Hollywood…

Mas vamos por partes. no dia 2, o Guilhermo Melo Trio foi à Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. João Freitas (guitarra), João Fragoso (contrabaixo) e Guilherme Melo (bateria) deram um espectáculo seguro que deixou a plateia colada aos lugares durante todo o concerto.

No dia seguinte, o Caldas Nice Jazz voltou a sair à rua. O restaurante/café “Capristanos” foi palco de um concerto dinâmico do José Monteiro Quarteto, que deixou a “sala” a rebentar pelas costuras.

No dia seguinte, foi a vez do Festival atacar o espaço da Escola Superior de Artes e Design, com um concerto do já aclamado Hugo Trindade Quinteto.

A banda apresentou várias músicas do seu último álbum, “Depárt”, e interpretou vários temas de vários artistas, de Carlos Bica ao incontornável John Coltrane. Hugo Trindade (guitarra), João Barradas, (acordeão), Ruben da Luz (trombone), Francisco Valente (contrabaixo e baixo eléctrico) e Ricky (bateria) deram um concerto que deixou o público rendido.

Isto apesar de não se poder falar de casa cheia… Ainda assim, o director do festival disse que não será por isso que o festival não deixará de voltar à escola na próxima edição. Carlos Ribeiro Mota reiterou a vontade de continuar a levar o Festival Caldas nice Jazz 2015 a interagir com públicos diversos, defendendo que a criatividade de uns (músicos) pode até ser inspiração para outros (alunos).

A semana fechou com a banda do cartaz cujo é mais difícil de pronunciar: o Nebuchadnezzar Quarteto! O grupo de jazz contemporâneo, que nasceu no ano passado, tocou num café “Populus” bem recheado de público.

O concerto girou em torno do primeiro trabalho da banda constituída por Cláudio Alves (guitarra), Hugo Santos (contrabaixo), João Ferreira (piano e teclados) e Maximiliano Llanos (bateria), todos eles com passagem pela escola de jazz do Hot Club Portugal. A proximidade com a plateia deu uma aura intimista ao concerto e revelou bem a capacidade que o jazz tem para congregar públicos diferentes.

Dia 6 de Novembro foi marcado pelo retorno do festival ao palco do Centro Cultural e de Congressos, com o Filipe Melo Trio. Filipe Melo já é um “habitué” da casa e deu um concerto pautado pela subtileza do seu piano, pelo harmonioso contra-baixo de André Carvalho e pelo som pujante da bateria de Bruno Pedroso. Um dos momentos altos foi o tema “Pack All Your Troubles in Your Old Kit”, num registo bem original.

Durante todo o espectáculo, Filipe Melo foi interagindo com o público e houve desde momentos repletos de humor a verdadeiras lições de história do jazz. O concerto fechou em beleza com uma versão de um clássico de Ennio Morricone.

Festival Caldas nice Jazz 2015 – O Fim

Sábado, 7 de Novembro, foi a vez de Kyle Eastwood subir ao palco, naquele que terá sido o melhor espectáculo do Festival Caldas nice Jazz 2015.

Entre o contra-baixo e o baixo, o músico revelou um talento inquestionável e foi acompanhado por quatro fantásticos executantes: Brandon Allen (saxofone) Chris Higginbottom (bateria) Quentin Collins (trompete) e Andrew Mccormack (piano).

O concerto percorreu temas dos albuns “The View From Here” e ainda do último trabalho: “Time Pieces”. É lá que está “Caipirinha”, um tema que – como nome deixa adivinhar- conta com sonoridades do Brasil e que foi marcante neste concerto. A “setlist” incluíu também um tema da banda sonora do filme “Cartas de Iwo Jima”, realizado pelo seu pai, um ícone do cinema norte-americano: Clint Eastwood.

Kyle Eastwood deu outra dimensão ao Festival Caldas Nice Jazz 2015, e criou a expectativa de que a próxima edição será a continuação do excelente trabalho desenvolvido até aqui. Parabéns à organização que mostrou dedicação e empenho para que o festival decorresse da melhor forma, para todos e para a cidade.

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