Dramatículos 1

26 a 28 de Novembro / 3, 4 e 5 de Dezembro Sala Estúdio O Teatro da Rainha prepara a estreia de DRAMATÍCULOS 1 de Samuel Beckett – Comédia, Fragmentos de teatro 1 e 2, no próximo dia 26 de Novembro, na sua Sala Estúdio, situada nas Caldas da Rainha. Em Comédia, assistimos à implosão […]

26 a 28 de Novembro / 3, 4 e 5 de Dezembro

Sala Estúdio

O Teatro da Rainha prepara a estreia de DRAMATÍCULOS 1 de Samuel Beckett – Comédia, Fragmentos de teatro 1 e 2, no próximo dia 26 de Novembro, na sua Sala Estúdio, situada nas Caldas da Rainha.

Em Comédia, assistimos à implosão sarcástica e definitiva do vaudeville, três criaturas encontram-se num lugar de passagem, a fazer um balanço das suas vidas de uma forma que leva à última consequência o sentido absolutamente equívoco e mesmo mesquinho dos modos de relacionamento de uma tripla pequeno-burguesa.

No cenário, curiosamente, as três urnas propostas, estão de braço dado, numa intimidade espacial que contradiz o drama vivido por cada um na sua cabeça fechada.

Em Fragmento para teatro 1, um amputado e um cego, num território devastado pela guerra, desconhecendo-se e evitando-se, no momento em que se conhecem esboçam a tentativa de uma entre-ajuda solidária, de uma complementaridade existencial, casal possível, que se revela um fracasso.

Um par de burocratas, em Fragmento para teatro 2, A e B, leem alto e comentam, para decisão do suicida em potência que no espaço é uma silhueta, um conjunto de testemunhos de criaturas com quem o historiado se cruzou, verdadeiro levantamento biográfico do candidato.

De um terceiro andar com a janela aberta sobre o vazio e com um céu de estrelas ao fundo, a operação judiciária no tribunal improvisado vai-se cumprindo, marcada pelas sucessivas falhas de luz e pela limitação horária do acto.

A morte com horário marcado é uma verdadeira charada burlesca, a janela-porta ao fundo não tem protecção nenhuma.

Fernando Mora Ramos que assume a encenação das três peças, diz que “se definem pela extrema concisão e máxima extensão, pequena forma a tratar o legado existencial, a vida num ciclo completo.

Em Beckett não se morre, vai-se morrendo, quando não se morreu já e se enceta uma visão retrospectiva, testamentária”.

As traduções, da autoria de Isabel Lopes, são nas palavras do encenador “trabalho de cena, destino-palco, o que significa que são tão literais quanto possível quando o trânsito entre as línguas o permite e os corpos em cena possam assumi-lo rítmica e sonoramente, dramaturgicamente.

São traduções feitas com o corpo para os corpos, para as vozes, para o princípio constante da “imobilidade” activa – no conjunto dos dramatículos que vamos fazer os territórios de circulação das criaturas são todos restritos, com fronteiras pré-definidas, no teatro de Beckett viaja-se no mesmo sítio, percorrer um espaço é uma aventura.

Dramatículos 1 estará em cena na Sala Estúdio do Teatro da Rainha, nos dias 26, 27 e 28 de Novembro e 3, 4 e 5 de Dezembro, sempre às 21h30.

O espectáculo conta com a colaboração artística de Nuno Carinhas, que assina a cenografia com Ana Vaz, iluminação de Jorge Ribeiro e música de Carlos Alberto Augusto. As interpretações são de Isabel Lopes, Raquel Monteiro, Fernando Mora Ramos, Carlos Borges, José Carlos Faria e Paulo Calatré.

Em 2016, o Teatro da Rainha dá continuidade a este ciclo de Beckett, com Dramatículos 2, constituído pelas peças Eu não, Cadeira de embalar e Acto sem palavras 1.

Bilhetes:

Geral | 7.50€
Estudante, sénior (+ 65) e grupos (+ 6 pessoas) | 4.00€
[m/ 16 anos]

Fotografia de Destaque: (c) Margarida Araújo

Dramatículos 1 ? na Biblioteca do Campus 3 (ESAD.CR) :

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